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quarta-feira, 11 de julho de 2007

esperar despertar,


NÃO desesperar.
caminhar, conhecer, apaixonar, esquecer, continuar, sobreviver, apanhar, merecer. sonhar, imaginar, fantasiar, desejar, delirar, viajar; adorar, valorizar, cuidar, amar, amar, amar. ha ha ha, odiar.

ninguém nunca disse que seria fácil.

só;



so rir;

so nhar;

so zinho.

tentam me convencer,


de que vivemos num belo mudo, eu procuro enchergar isso a cada manhã. procuro flores e borboletas, procuro razões pra sorrir; há vezes que as encontro, e meu dia toma uma cor diferente, um tom mais vivo, mais alegre; mas SEMPRE chega o amanhã, em tons de cinza. surreal, I-real, nisso que as lembranças daqueles dias se transformam. lembrar, relembrar; viver, reviver, sobreviver. mentiras, fracassos, chances, tentativas. ainda há tempo, talvez haja mesmo, mas falta conragem, a coragem se foi junto à esperança; o que restou? palavras apenas, palavras lançadas ao vento, sentimentos lançados ao vento, desabafos abafados, choros engasgados, gritos mudos. e sobre a vida? vida em falta, vida de sobra, sobre-vida.

terça-feira, 10 de julho de 2007

penso quando você partiu,


assim sem olhar pra tras, como um navio, que vai ao longe, já nem se lembra do cais; os carros na minha frente vão indo eu nunca sei pra onde; será que é lá que você se esconde? tudo passa e eu ainda ando pessando em você. o tempo faz tudo valer a pena, e nem o erro é desperdício; tudo cresce, e o início deixa de ser início, e vai chegando ao meio, e aí começo a pensar que nada tem fim.

confundo a vida ser um longa metragem.

sempre chega a hora da solidão,

sempre chega a hora de arrumar o armário.
o momento em que palavras nem são mais precisas, desnecessárias, errantes, contraditórias, cortantes, mortais. esquecer não é tão simples, menos ainda quando é disso que me lembro a cada segundo. superficialidade, distrações, futilidades, nisso que se basei meus dias. fingir ser quem não sou; estar onde não quero, onde não posso; viver, quando sobrevivo. não pensar, não pensar, não pensar, esquecer. possível? esqueço de quem sou a cada instante; e por mais que tente esconder, talvez muitos sequer façam idéia, nunca esqueço o que sinto.



e nessa onda,


me pergunto se aqui é mesmo meu lugar, mesmo sabendo a resposta. sei que NÃO está certo, as coisas caminham por lados opstos, que se chocam no meio de tudo. é nessa hora, que vem o peso, o impacto, a dor. tento saber até quando ela dura, saber se ela sempre permanece, tento não imaginar, não idealizar, não fantasiar; apenas tento. hipocresia, MUITA HIPOCRESIA dizer que sabia que seria assim; meu pessimismo traidor, meus conflitos ofuscantes. minhas palavras não mais se encaixam, mas não dou a mínima; meu coração não mais se encaixa com minha alma, e se isso está assim, o resto de nada mais vale. sem rumo, sem direção, esperando pelo que não vem. comigo, memórias daquilo que não foi, que se foi, mesmo sem ter chegado. entender? também quero.

um dia ela será amada,


como nunca pensou que seria.
ela podeiria estar se derramando em lágrimas, como fez das outras vezes, estaria se lamentando, se perguntando o que fez de errado, sentindo desejo de voltar atrás e tentar fazer as coisas diferentes; poderia estar o odiando, o culpando por tê-la magoado; talvez a fizesse bem gritar ao mundo inteiro o que sente, que sente falta, que precisa de alguém, que precisa dele ao seu lado, como nunca precisou de ninguém antes; quem sabe seria melhor ir atrás, tentar convencê-lo de que seu lugar é com ela, poderia funcionar, se ela o fizesse; ou poderia simplesmente desistir de tudo, aceitar a dor, conviver com ela, acordar todos os dias e lembrar que não há quem a espere, não há quem deseje vê-la, não há quem abrace-a num dia de frio, quem diga coisas que a façam bem...o que ela precisa fazer agora é acostumar-se com a solidão, pois ela é a única que SEMPRE permanece.