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quarta-feira, 15 de abril de 2009

casinha de papel

de beleza frágil, de casa que se molhar, destróia, vive substituindo as coisas, amassando o velho, escolhendo o novo. tudo recortadinho e colocado onde deve estar.de tantas cores, o mesmo sorriso. tomou vida, o instante fotografado. o passado agora presente fica nas mãos de quem controla.



passou
meu
passado
fincou

segunda-feira, 13 de abril de 2009

os meus olhos. eles seguem teus pés.

ao que me soa

eu pensei em você e senti as borboletas no estômago. aquelas que as pessoas falam nas poesias. você é canção!

segunda-feira, 16 de março de 2009

ao que me é

te escrevo por me descobrir. enquanto houver descoberta, háverá nós em um.

sexta-feira, 13 de março de 2009

outra verdade

é que relacionamentos me assustam. tenho medo da idéia de me dedicar completamente a outra pessoa além de mim, eu tentar ser o que alguém espera que eu seja, coisas do tipo. eu gosto da minha noção de liberdade, do meu sentir-se livre, que é mais que gramatical. eu prefiro as coisas lúdicas!
se falo sobre mim, sobre como me sinto, é mais ou menos assim: gosto não menos de pessoas, só que mais das paixões. são os momentos que me atraem, as pessoas só os completam. não que sejam desiteressantes, são essenciais. pessoas são incríveis, singularidades me exitam. mas os momentos, todas as coisas que o compõem, pura poesia. a poesia me faz sentir o nó, o embrulho, as borboletas, o violino.
eu acredito nas paixões, todas elas. paixão é atemporal. é de verdade, é intenso, é como tem que ser. acredito no encaixar do nada e, me entrego a ele.

quarta-feira, 4 de março de 2009

uma verdade

é que eu gosto desse cinza. a agonia, o vazio, o barulho da chuva, a música que isso tudo se transforma, me atrai. eu me vejo no dia cinzento, não dá pra saber como que ele vai ser. daí chove tanto, de desabar o céu em lágrimas. quando pára, as vezes tão subtamente, fico com a sensação de que não poderia chover nunca mais, que caiu toda chuva que havia de cair. mas chove denovo, sempre tem mais pra chorar.
é que eu gosto do medo que eu sinto da solidão. eu gosto da sensação vazia-que-nunca-preenche que fica perto da barriga, lá dentro, que não dá pra tocar. daí embrulha tudo quando eu penso em quem nem é pra pensar. e tudo se transforma em chuva, sai tanto, sempre tem mais pra ficar.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

pereba II

- a medida da minha dor nunca é a mesma, mesmo quando ela é causada pela mesma coisa, nunca nada é a mesma coisa, o tudo que é. sinto dor de nada e nem sei direito como passa.

pereba I

- a ferida tá aberta, agora, olhando pra ela, lembro da cicartiz mais bonita de todas que ela se transformou.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

o mesmo vazio que me sufoca, é o que me preeenche.
todos as doses de vida que bebo, me embriago. engulo a vida de uma vez só me me engasgo. morro de tanto viver e, quando ressucito, quero morrer denovo. porque o mundo me é em exagero, mesmo quando finjo não o ser. eu sou o mundo todo e estou nelo e, o mundo está em mim. os desejos, o reflexo de todos eles, eu os sou. e eu não o entendo, essa coisa que me reflete em várias formas, nem sempre uma de cada vez, me sufuca quando se esvazia. o quebra-cabeça de vários pedacinhos de vidro tão vivos, tão fundos quanto minha alma. a minha alma que é feito espelho, profundamente vazia, reflexo do que me for. uma não-cor, ainda asim, uma vida.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

pedaço meu XVII

pequeno, grande em mim, que mesmo querendo, não dá pra não amar. é daqueles que faz o amor se renovar, quando chega e sorri. já pensei em milhares de formas pra te decifrar, mas de tão simples que é você, não há fórmula, é pura essência. melhor que te entender, é te sentir.
[dado]

pedaço meu XVI

das minhas paixões, a mais incandescente, por descobrir em você, um anjo.
por ser mortal, me perdi em mim, não consegui ser o que criaturas feito você, merecem. você foi o único que me fez querer planejar, que me fez querer um futuro, ausente.
[pablo]

pedaço meu XV

de mim, dedicadoseu não sei como acontece, mas a distância nos aproxima. descobri que te amo mais do que pensava quando me vi sem você aqui. não me acostumo com sua ausência, talvez por não acreditar que ela exista.
[igor]

pedaço meu XIV

falar em você e não repetir, é não falar.
não sei quem você é, só o que quero que seja. a minha versão: uma canção nostalgica, de um disco arranhado de tanto tocar sem parar. rimas pobres que eu mesma escrevi.
[homero]

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

pedaço meu XIII

nenhuma paixão é a mesma paixão. quando você cantou pra que eu dormisse e, eu não dormi.
desde aquele dia, eu o quis todos os dias. quando nos abraçamos e eu não quis sair dali, foi quando me encontrei.
és minha casa, desde então. comecei uma vida dentro da outra. minha realidade em forma de poesia, meu sorriso musicado. não penso em simetria quando falo de você, essa minha paixão, que eu só sei que é, por sentir, eu desconheço. é uma nova paixão cada vez que te vejo, cada vez que te sinto. é tudo mais intenso, por não ser carne. surreal, por ser pura alma.
se é isso o amor, é de não caber em mim.
[drico]

pedaço meu XII

travessão
virgula
exclamação
dois ponto

reicências
[aline]

pedaço meu XI

a caneta na mão, as linhas em branco por um bom tempo. não é que eu não tenha o que dizer, é por não saber como. eu deveria confiar mais em mim.
uma sigla: E.A.V !
[I.L.B.S.]

pedaço meu X

de você, eu falo em versos
mas assim, sem rimas
sem nenhum enfeite.
seu pedaço em mim
é parte loucura, parte saudade
"foi até onde tinha que ser"
sem mais rancor,
só mais amor.
não começamos do começo
daí tudo se misturou
é o que somos agora
que me faz feliz:
mais que boas lembranças
somos um o outro.
[diogo]

pedaço meu IX

quem você é, não é o que eu vejo, o que eu crio. você não é, nem está, nem foi, nem nada.
não deu tempo de haver nosso tempo. uma pintura surreal de um autor desconhecido: você.
[dai]

pedaço meu VIII

eu o vejo em todos os lugares em que quero que você esteja. eu o quero em todos os lugares em que estou.
você está em mim, até quando eu estou fora.
[ian]

pedaço meu VII

pra quem não disse "oi" ao chegar, nada mais justo que ir sem "adeus".
você passou por mim, mas deu tempo de sentir, foi isso que o fez ficar, algo de você está.
[marcelo]