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domingo, 20 de julho de 2008

dia internacional da amizade

falar em ter amigos, falar em perdê-los.
haveria um manual sobre como escolher uma amizade?
as pessoas se moldam, as vezes fingem, e o fazem tão bem, tantas vezes.
me vejo cada vez com menos amigos, e não me sinto mal por isso. os que continuam, os que prevalecem, são os que realmente valem a pena.
por muito tempo eu senti a perda de amizades que eu acreditava que fossem reais, mas na verdade, assim aprendi o que é realmente ser, e ter amigo.
não me arrependo de nada, não lamento por nada, viveria tudo várias vezes, apostaria nas mesmas pessoas, me decepcionaria denovo. viver é isso, e eu nem me importo.
eu tenho meus amigos agora, comigo, eles são meu tesouro, meu tesouro em vida, que a cada dia, me apresentam a mais de mim mesma, e me ensinam que amor é bem mais do que eu imaginava que fosse.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

uma dose,

as vezes alivia.
então, você mais uma vez...
foram quantas doses?
minhas, suas...
outra dose então, acho que quero diferente agora.

talvez devamos beber menos,
talvez devamos beber separados.

amor à base de álcool,
outra dose de amor
desse tal amor embreagado, nem quero
sua ressaca corrói mais que o fígado

uma dose de "já era",
cair na real as vezes faz bem.

sejoga.


assim, do nada
sejoga
então, agora é a hora.
sejoga
depois, quem sabe?
já foi.
mejoga.

do sonho pra realidade é mais ou menos um abismo, daqueles que nem sei se é possível atravessar.
mas há sonhos que parecem tão reais, e há realidades que se confundem tanto com sonhos.
me vejo sem conseguir definir, sem saber pra onde ir, sem nem saber se quero acordar.
realidade surreal, que chega do nada, que fica, que passa. pior é ter a certeza de quando vai, e é logo.
não querer querer, nem quero. queria, talvez, se fosse mais fácil. mas que graça teria então?

quarta-feira, 25 de junho de 2008


"estou 7 a 8 minutos atrasado em relação ao mundo no meu estado natural;Estou adiantado uns 10 minutos quando estou fazendo coisas simples;E me perco 10.000 anos quando penso em coisas que os homens inventaram;Estou 5 minutos atrasado quando olho flores;Mas só realmente me perco no tempo quando te olho.Os homens acham que podem aprisionar tempo, como um grilo em um pote de maionese(...)"

sexta-feira, 9 de maio de 2008

mas há a vida

que é para ser intensamente vivida,
há o amor. que tem que ser vivido até a última gota.
sem nenhum medo. não mata.
(clarice lispector)





foi quando eu estava sozinha, sem a história de que foi quando eu menos esperava. foi com quem eu menos esperava, disso não tenho dúvida, mas foi de quem eu mais precisava. são paradoxos, e eu não me importo, até gosto disso, admito.
então, assim, quando nunca havia me sentido tão só, quando já não suportava essa coisa de não ter com quem dividir nada, foi daí que você veio, e daquele jeito que ninguém entende - outra coisa que também nem ligo -, entrou na minha vida, e conheceu minha alma de forma tal, que até eu desconheço às vezes.
gosto disso, embora odeie por segundos. a verdade eu tenho amado tudo isso, essa coisa de te ter, e de precisar disso. de ter você, e não ter ao mesmo tempo. esse sentimento novo, e tão grande. tenho adorado cada detalhe... cade mínimo detalhe seu, cada minuciosidade nossa. e que dure o quanto tiver que durar, "dure o tempo que mereça", quero que seja enquanto for por inteiro, enquando for mútuo, verdadeiro. é disso que gosto, é assim que me faz bem, me faz feliz.

meu amor roxo,




tanto te dei, que me sobra
desenvenenei a cobra,
desinventei guerrear.








aceitarás o amor como eu o encaro?


aceitarás o amor como eu o encaro ? azul bem leve, um nimbo, suavemente, guarda-te a imagem, como um anteparo, contra estes móveis de banal presente. tudo o que há de melhor e de mais raro, vive em teu corpo nu de adolescente, a perna assim jogada e o braço, o claro olhar preso no meu, perdidamente. não exijas mais nada. não desejo também mais nada, só te olhar, enquanto a realidade é simples, e isto apenas. que grandeza... a evasão total do pejo que nasce das imperfeições. o encanto que nasce das adorações serenas.
(mário de andrade)









então as coisas permanecem com são, completamente mutáveis. pois é assim que a vida é, eterna construção. fatos, que podem tornar-se fatais, porém, não deixam de ser fatos. o dia se constrói, e destrói milhares de coisas com o passar do tempo, ainda assim, é isso que é, há coisas que não podem acontecer, mas acontecem. deverá ser como é, se tiver de ser, será. coisas passadas ficam pra trás, mas podem voltar, é só deixar a porta aberta. abra a janela, o vento pode então entrar, vem do horisonte, aquele distante, que eu sequer conheço... só de ouvir falar.