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sexta-feira, 9 de maio de 2008

meu amor roxo,




tanto te dei, que me sobra
desenvenenei a cobra,
desinventei guerrear.








aceitarás o amor como eu o encaro?


aceitarás o amor como eu o encaro ? azul bem leve, um nimbo, suavemente, guarda-te a imagem, como um anteparo, contra estes móveis de banal presente. tudo o que há de melhor e de mais raro, vive em teu corpo nu de adolescente, a perna assim jogada e o braço, o claro olhar preso no meu, perdidamente. não exijas mais nada. não desejo também mais nada, só te olhar, enquanto a realidade é simples, e isto apenas. que grandeza... a evasão total do pejo que nasce das imperfeições. o encanto que nasce das adorações serenas.
(mário de andrade)









então as coisas permanecem com são, completamente mutáveis. pois é assim que a vida é, eterna construção. fatos, que podem tornar-se fatais, porém, não deixam de ser fatos. o dia se constrói, e destrói milhares de coisas com o passar do tempo, ainda assim, é isso que é, há coisas que não podem acontecer, mas acontecem. deverá ser como é, se tiver de ser, será. coisas passadas ficam pra trás, mas podem voltar, é só deixar a porta aberta. abra a janela, o vento pode então entrar, vem do horisonte, aquele distante, que eu sequer conheço... só de ouvir falar.

terça-feira, 29 de abril de 2008

a vida...

um mundo de possibilidades.

possíveis, imposíveis, são reais.
"porque tudo depende da imaginação!"

"eu que não fumo,

queria um cigarro, eu que não amo você, envelheci dez anos ou mais, nesse último mês."
sábado, 29 de abril de 2006.
foi hoje, quando o conheci, noite, show, diversão, alcool... muita musica, pessoas legais, uma em especial. daquelas que passam sem que ninguém perceba, mas quando vê, já é inesquecível.
terça, 29 de abril de 2008.
há exatos dois anos, eu o vi na primeira vez, olhei seus olhos castanhos, mas não pensei que me apaixonaria, não assim. levou tempo pra que eu percebesse, levou tempo pra que eu o tivesse comigo, mas aconteceu, não durou tanto, nem sei se foi o suficiente, mas a minha certeza é essa: foi infinitamente inesquecível.
me lembro como hoje do seu sorriso tão lindo, do nosso primeiro diálogo, do nosso primeiro toque. lembro de cada detalhe, cada mínimo detalhe, como se estivesse acontecendo agora.
vivemos tanto, e tão pouco.
todos os dias, qualquer data do ano.
me pego pensando no que poderia ter acontecido se tivesse feito tudo diferente, isso sempre acontece, mas penso nas coisas que falamos um pro outro, de como me senti da ultima vez que nos vimos. talvez seja mesmo melhor assim, não posso dizer que estou completamente feliz, mas acredito que é por isso que eu luto, deve ser por isso que as pessoas devem lutar, então, é em busca dela (da felicidade) que eu vou. talvez nunca tenha crescido tanto, como tenho crescido nesses últimos dias, com sua ausência, mesmo querendo tê-lo (há vezes em que a intensidade é tanta, que nem sei como consigo controlar), sei que é melhor assim, tem sido realmente melhor.
pode ser que o "se" permaneça, pode ser que ele incomode as vezes, mas eu sei, passa.
então é assim que tenho ido, um dia de casa vez, passo por passo, sabendo que as coisas mudam, e as pessoas também.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

já foi.



quando eu vi.
ou não.
ou não foi, ou não vi, ou é o começo, ou sei lá. quando eu souber, talvez eu explique, talvez guarde pra mim, ou sei lá. se é que vou saber um dia, ou vou apenas viver, ver, esquecer, lembrar, ou sei lá. já foi, já era, então será um dia, seria, há de ser, havia de ser, poderia haver? ou sei lá.

bilhete

se tu me amas, ama-me baixinho.
não o grites de cima dos telhados,
deixa em paz os passarinhos.
deixa em paz a mim!
se me queres, enfim,
tem de ser bem devagarinho, amada,
que a vida é breve,
e o amor... mais breve ainda.
(mario quintana)

segunda-feira, 14 de abril de 2008

chove a dias,


dentro de mim, sobre a relva cinzenta do meu ego. sorriso fácil e forçado, fuga frágil de um desesperado! chove tão forte à minha volta, não consigo encontrar a porta que me abre, e que me abre, para que eu saia e não volte!

(falso soneto - mente profana)

terça-feira, 25 de março de 2008

mais um ano, tanto tempo sem dizer nada... fazendo muito, talvez. muitas coisas aconteceram, muitas mudanças, confusões... elas nunca desaparecem. foram planos não concretizados, idéias que não saíram do papel, promessas não cumpridas... mas a vida dever mesmo ser feita dessas coisas.. ninguém consegue ser tudo que deseja, isso é ilusão, eu acho.
hoje as coisas continuam confusas pra mim, cada vez mais coisas explodem, uma mistura de sentimentos intensos, que não acabam, que nunca morrem.. apenas outros nascem, e assim as coisas se constroem, ou destroem, eu nunca sei ao certo.

enfim, nesse quase meio de ano, eu me sinto bem alguns dias, outros não, como todo ser humano normal. e tenho vivido, assim, um dia de cada vez, como deveria ter feito há tempos. acho que aprendi, vou aprendendo a cada passo... meu passado ainda é presente, mas são coisas que a gente muda aos poucos... meu sorriso tem sido mais real, com os pés no chão eu vou seguindo meu caminho... sem saber realmente onde vai dar, mas talvez isso não seja assim, tão importante.