"minhas desequilibradas palavras são o luxo do meu silêncio."
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
o mesmo vazio que me sufoca, é o que me preeenche.
todos as doses de vida que bebo, me embriago. engulo a vida de uma vez só me me engasgo. morro de tanto viver e, quando ressucito, quero morrer denovo. porque o mundo me é em exagero, mesmo quando finjo não o ser. eu sou o mundo todo e estou nelo e, o mundo está em mim. os desejos, o reflexo de todos eles, eu os sou. e eu não o entendo, essa coisa que me reflete em várias formas, nem sempre uma de cada vez, me sufuca quando se esvazia. o quebra-cabeça de vários pedacinhos de vidro tão vivos, tão fundos quanto minha alma. a minha alma que é feito espelho, profundamente vazia, reflexo do que me for. uma não-cor, ainda asim, uma vida.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
pedaço meu XVII
pequeno, grande em mim, que mesmo querendo, não dá pra não amar. é daqueles que faz o amor se renovar, quando chega e sorri. já pensei em milhares de formas pra te decifrar, mas de tão simples que é você, não há fórmula, é pura essência. melhor que te entender, é te sentir.
[dado]
pedaço meu XVI
das minhas paixões, a mais incandescente, por descobrir em você, um anjo.
por ser mortal, me perdi em mim, não consegui ser o que criaturas feito você, merecem. você foi o único que me fez querer planejar, que me fez querer um futuro, ausente.
[pablo]
pedaço meu XV
de mim, dedicadoseu não sei como acontece, mas a distância nos aproxima. descobri que te amo mais do que pensava quando me vi sem você aqui. não me acostumo com sua ausência, talvez por não acreditar que ela exista.
[igor]
pedaço meu XIV
falar em você e não repetir, é não falar.
não sei quem você é, só o que quero que seja. a minha versão: uma canção nostalgica, de um disco arranhado de tanto tocar sem parar. rimas pobres que eu mesma escrevi.
[homero]
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
pedaço meu XIII
nenhuma paixão é a mesma paixão. quando você cantou pra que eu dormisse e, eu não dormi.
desde aquele dia, eu o quis todos os dias. quando nos abraçamos e eu não quis sair dali, foi quando me encontrei.
és minha casa, desde então. comecei uma vida dentro da outra. minha realidade em forma de poesia, meu sorriso musicado. não penso em simetria quando falo de você, essa minha paixão, que eu só sei que é, por sentir, eu desconheço. é uma nova paixão cada vez que te vejo, cada vez que te sinto. é tudo mais intenso, por não ser carne. surreal, por ser pura alma.
se é isso o amor, é de não caber em mim.
[drico]
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