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segunda-feira, 13 de abril de 2009

ao que me soa (2)

ai, coração, coração
diz que não dá,
diz que não
diz que não, vai!

ao que me soa

eu pensei em você e senti as borboletas no estômago. aquelas que as pessoas falam nas poesias. você é canção!

sexta-feira, 27 de março de 2009

nada
nada
num
rio
sem
cor

quarta-feira, 25 de março de 2009

naquela luz, não há luz, reluz. ela só só brilha, incandesce. era eu que via de longe, longe o bastante pra puco enxergar. agora, do lado de dentro, a vejo em mim. pessoas crescem dentro de mim, entram e, se fazem eu. pessoas são cores brilhantes, ora tensas ora sonoras. cores melodias. me perco do primário, na imensidão de cores liquidas que flutuam.
gotas, quedas, correntezas, rotas que diluem. oceano lago de cores.

segunda-feira, 16 de março de 2009

ao que me é

te escrevo por me descobrir. enquanto houver descoberta, háverá nós em um.

sábado, 14 de março de 2009

aos deuses

por não saber ser sol, sigo-te aonde flores.

sexta-feira, 13 de março de 2009

outra verdade

é que relacionamentos me assustam. tenho medo da idéia de me dedicar completamente a outra pessoa além de mim, eu tentar ser o que alguém espera que eu seja, coisas do tipo. eu gosto da minha noção de liberdade, do meu sentir-se livre, que é mais que gramatical. eu prefiro as coisas lúdicas!
se falo sobre mim, sobre como me sinto, é mais ou menos assim: gosto não menos de pessoas, só que mais das paixões. são os momentos que me atraem, as pessoas só os completam. não que sejam desiteressantes, são essenciais. pessoas são incríveis, singularidades me exitam. mas os momentos, todas as coisas que o compõem, pura poesia. a poesia me faz sentir o nó, o embrulho, as borboletas, o violino.
eu acredito nas paixões, todas elas. paixão é atemporal. é de verdade, é intenso, é como tem que ser. acredito no encaixar do nada e, me entrego a ele.